Para 2018: Seja protagonista, não figurante

by - dezembro 25, 2017


No fundo, a gente sempre espera que depois do ano-novo, algo aconteça. Nos reunimos com quem mais amamos, ou passamos sozinho, ou comemos e bebemos muito fazemos simpatia e torcemos para que um recomeço mude tudo.

Seja um emprego novo e bom, um aumento, ou todos os nossos sonhos e desejos que firmamos na lista ou nas sete ondinhas.
Mas não vamos começar do ano passado, vamos do início: A gente nasce, sai de um lugar quentinho e confortável mais próximo da pessoa que mais confiamos, amamos e queremos perto o tempo inteiro. Saímos porque somos curiosos, corajosos e o mais importante: Precisamos.
Precisamos ver outras cores, paisagens, pessoas e viver. O que menos esperamos é sair de um lugar tão tranquilo e ir para um caos, com violência, guerra o tempo todo e descobrirmos que podemos perder nossa mãe um dia. O pior disso tudo é aos poucos, querer deixar de ser curioso, ambicioso com as coisas boas e todas as coisas ruins nos acomodarem e tomarem conta.
Não digo que só existem coisas ruins, mas nos esquecemos e desistimos de fazer coisas, por estar difícil demais, longe demais, inconcreto demais, ou muitas outras coisas porque é mais fácil seguir como já esta, ou pensar que tudo vai ficar bem assim. Não vai. Temos de nos lembrar todos os dias que fomos feitos disso, para isso. Que podemos nos superar a cada dia mais e aguentamos bem mais do que imaginamos. Nossa capacidade é além da nossa percepção para captar. Virão dias ruins, tristes ou que vamos abaixar a cabeça, sim. São essenciais. Mas devemos ampliar os bons e nos lembrar porque crescemos e chegamos até aqui, não só por nossa mãe escolher nos por no mundo. Mas porque fomos feito disso: Amplitude. Assim como a vida é feita de obstáculos e foi feita pra nos testar.
Permita-se. Seja bobo.
As vezes a gente não nota, outras sim, mas surge preguiça, medo e ficamos, imóveis, de fundo, de canto, de lado... Por que? Acordei hoje pela manhã e infelizmente me vi sendo assim. Que não fazia diferença para mim, ficar ali comigo mesma, quietinha no meu canto.
Mas, de repente eu quis queimar. Como os fogos de artifício. Escolher a trilha sonora, falar com todo mundo sem achar que não preciso delas, elogiar e deixar essa vergonha de lado. E não é que pode se espalhar? Todo mundo sente quando algo é profundo e feito com vontade. Tô espanando a poeira para interpretar eu mesma da melhor forma possível. Todo mundo tem esse direito. Mas a vida de certa forma nos faz acreditar que não. Ou inevitavelmente nem percebamos isto. É normal, contanto que acordemos na parte principal, no ato que choca, na cena que cala, que faz chorar, que sensibiliza. Então a gente queima. Eu ainda estou me aquecendo. Estou aqui preparando minha lista ainda, mas já vesti o figurino, tô esperando a minha cena. Mas, daqui a pouco, quando eu entrar, será o espetáculo mais maravilhoso já visto.
Contagie. Dê o melhor que você pode ser, é a sua vida, seu filme, sua peça. A escolha é sua ser protagonista.
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