Amores não são predestinados

by - maio 26, 2018




Depois que te perdi, desacretidei do destino. porque eu jurei, jurava que nosso encontro foi destino.
Estava programado, da nossa forma boba, com dia lugar e hora. Que seus olhos castanhos encontrariam os meus e não seria só mais um esbarrão. Seria uma história. E foi. Mas você se foi agora. Tive muito, muito medo de que você encontrasse alguém e nem pensasse em me encontrar de novo, para podermos sincronizar o universo de novo. Ou que gostasse muito de ficar sozinho. Sem mim. Doeu muito, dói ainda um pouco.
Mas, agora, depois de tanto tempo, sem que você voltasse para mim, acredito que essa coisa não existe. Até porque dizem que o que é seu, volta. Eu sei que voltaria para você. Te ligaria, te procuraria, porque sempre fui sua. Mas, você não me procurou. E sabia muito bem onde encontrar.
Do que adiantaria não ser recíproco? Eu quando tinha vontade, eu fazia. Não tinha orgulho ou razão que me segurasse. Eu sempre estive disposta a encarar qualquer predestinação, mesmo que não fosse para ser. Nunca seguiria qualquer regra do mundo.
Mas me controlei. Engoli com força todos os dias, saudades de você. Dúvidas que me perseguiram incessantemente. Segurei o frio na barriga e muitas lágrimas também. Muitas vezes, chorei a noite inteira e você não me saia da cabeça.
Porque você provavelmente está bem sem mim. Ou se deixou vencer por esse seu orgulho, ou até mesmo se acomodou com o rumo que as coisas tomaram.
E as estrelas e galáxias se desvencilharam. Prefiro mentir para mim, me prometendo que não acredito mais em amor para vida toda. Mas sim que as coisas simplesmente acontecem aleatoriamente. Mesmo eu ainda te amando profundamente. Eu não vou te procurar.
Então, podem astros e lixos espaciais caírem por Terra. Nós não vamos ficar juntos.

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