Me deixei ir*

Me deixei ir.
Chegou um momento em que eu jamais um dia achei que chegaria. Um ponto em que senti tantas coisas ao mesmo tempo, que nunca poderia imaginar sentir. Meu corpo inteiro sofreu o baque. As pessoas ao meu redor, também. Me desculpo por elas, por ter depositado coisas ruins, um desespero infindável, necessitado de consolo.
Como a vida é, foi tudo muito rápido. Em um momento eu me via sem nada, onde nada fazia sentido. Chorei horrores, foi difícil entender que precisava me livrar de hábitos.
Tirar a casca e desabrochar.

Amadureci.

Ainda tenho muitas coisas para aprender, e olhando agora para trás, muitas coisas eu não deixaria de ser, mas foi preciso deixa-las para trás.
é complicado se desfazer de quem você foi por muito tempo, anos.
Precisei me refazer, evoluir.
Fechei a porta para mim mesma, minhas versões que eram tóxicas. Às vezes, sinto elas dentro de mim e sinto medo, medo de que eu seu as tocar, se eu tentar remexe-las eu as desperte completamente. Mas sigo tentando ser firme, investindo no melhor eu.
No momento, não sei quem eu sou. Mas, preciso me encontrar com o que eu tenho agora. E o que eu era, terminar de deixar ir.

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